Nova sede da Acic

Dia 26 de março passado, foi inaugurada a nova sede da Associação Empresarial de Criciúma – ACIC, onde ocupo há quatro anos a cadeira de Vice-Presidente para o Meio Ambiente.

Na oportunidade o governador Luiz Henrique foi homenageado e recebeu da Câmara de vereadores o título de Cidadão Criciumense.

Foi uma festa muito bonita e que rendeu muita matéria na imprensa local. Um jornal em particular , A Tribuna, se referiu a respeito de possíveis “picuinhas” existentes na diretoria anterior e que estariam sendo dissipadas na atual.

Como participante das duas diretorias citadas, achei conveniente tentar esclarecer a que realmente se passa por lá, através de um e-mail para esse jornal, onde declaro uma particularidade da cidade de Criciúma.

Os próprios habitantes daqui, empresários ou não, reconhecem que ainda há pouca união visando o bem coletivo e muita vontade de que o vizinho ou concorrente vá mal. Muito mal, por sinal. Às vezes preferem quebrar, se isso for necessário para quebrar o vizinho.

Essa visão tacanha vem melhorando na região, mas ainda é muito forte e alguns dos setores de comunicação ajudam a fomentar esse mau hábito, adotando posturas que apenas valorizam o errado, o que não veio, o não foi feito, colocando as coisas boas e úteis sempre em um plano muito abaixo.

O defeito é estrutural e não deve ser procurado em diretorias de entidade empresariais, como se por alí se restringisse. Há que haver uma radical mudança de postura, que poderia muito bem ser copiada das cidades germânicas ao norte do estado.

Lá os caras são muito bons no coletivo. É só ver por onde eles andam…

Como o texto original foi publicado truncado, transcrevo o e-mail:

ATT: “Segunda “obra” da ACIC – Edição 28 e 29/03”.

Caro Adelor:

Com respeito à nota acima referida, me permito dizer que, ao longo dos últimos quatro anos durante os quais ocupo a Vice-Presidência para o Meio-Ambiente, durante a administração do Sr. Edilando de Moraes e agora do Sr. Santos Longaretti, sempre houve entre os diretores participantes a preocupação de difundir a idéia do empreendedorismo e da cooperação.

Infelizmente, como é amplamente reconhecido pelos próprios cidadãos de Criciúma, empresários ou não, ainda persiste o individualismo e sentimento de que não basta ser bem sucedido, também é preciso que o concorrente ou o vizinho vá mal, o que pode também ser nominado como “picuinha”.

Tomara que a “obra” que você identificou na ACIC, possa se espalhar por todos os setores da nossa cidade e região, sem exceções, contando principalmente com o engajamento dos órgãos de comunicação para espalhar essa corrente virtuosa, evitando de todas as formas incentivar a cizânia.

Com todo o respeito e admiração.

Eng. André L A Smaniotto

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Published in: on abril 1, 2009 at 19:56  Deixe um comentário  

Novidade nacional

Na última sexta-feira, dia 27 de Março de 2009, a Indústria Carbonífera Rio Deserto Ltda. colocou em operação a primeira planta de beneficamento de carvão ROM, com a tecnologia de meio-denso.

Apesar da incredulidade de algumas pessoas, inclusive apostando que esse projeto não iria dar certo, a planta já na sua fase de testes, confirmou o que se pretendia. Lavar o carvão mineral da Camada Bonito, com os níveis de cinzas compatíveis com as exigências do cliente, no caso a Tractebel.

Mais uma vez está provado que a vontade de inovar, aliada à técnica e à boa vontade das pessoas, pode realmente fazer a diferença.

Me sinto extremamente gratificado de ser o primeiro incentivador dessa obra e de ter acompanhado par e passo todos os problemas e soluções que se apresentaram, e não foram poucos.

Parabéns a direção da Rio Deserto pela confiança depositada em todos aqueles que se responsabilizaram por esse projeto.

Resta agora aos arautos da desgraça, aos amantes das zonas de sombras e do “não inventa que isso vai me dar trabalho”, lamberem as suas feridas e apludirem a caravana que passa.

Published in: on março 30, 2009 at 10:21  Deixe um comentário  

Amianto Crisotila Asbestos

Poisé.

Parece que sempre aparece uma novidade quando o assunto mexe com interesses dos nosos irmãos do “primeiro mundo”.

O nosso abnegado e turista Pequeno Príncipe Charles, ambientalista interessado em preservar áreas mundiais onde coincidentemente existem reservas minerais,  que, se exploradas pelos subnutridos do terceiro mundo, afetariam o mercado dos seus conterrâneos e comparsas, não cansa de trabalhar.

Como bom europeu, junto com o exemplar povo americano, especialistas em destruir suas reservas florestais para impor seu parque industrial, invadir países plenos de riquezas que lhes interessam, o principezinho transita tranquilo pelo Brasil e o mundo, mostrando como preservar, como salvar o planeta, tendo o seu real saco sendo puxado delicadamente e com luvas de pelica por nossos meigos representantes.

Agora volta à tona o amianto. Reservas da Europa Ocidental exauridas e o amianto passa a ser um vilão intolerável. Sorte termos um substituto à altura, que pode ser adquirido, adivinhem de quem?

E a claque apaude !!! Como não? O chefe manda, então pulem !

Por aqui na terra brasilis continuam tentando o golpe da sacola pástica dos mercados.

Desde quando sacola plástica de mercado polui a água, contamina o ar ou o solo? Heim? O que pode existir é poluição visual. Esse tipo de plástico é inerte. Todo mundo usa essas sacolas para colocar o lixo de casa. Se tirar as sacolas de plástico, onde será colocado o lixinho de casa para mandar pro caminhão? Fácil! Nos saquinhos de plástico para lixo. Nossa!!! Que avanço…

Sorte que os pregadores da “catástrofe das sacolinhas plásticas” já têm a solução. A sacolinha bio degradável. Se for atrás do fornecedor desse fenômeno, pode ser descoberto que se trata de um pequeno grupo com grandes interesses. E o pior. Não é biodegradável coisa nenhuma. Esse tipo de plástico apenas se desmancha em pequenas partes, até virar pó, mas não desaparece, que é a premissa básica de algo biodegradável.

Então, chega de pricipezinhos e big brothers tentando ainda, vender pedrinhas brilhantes para as nações tupiniquins.

Published in: on março 24, 2009 at 22:00  Comments (3)  

CRICIÚMA CAPITAL DO CARVÃO

Falar de Criciúma, SC, cidade que adotei como minha e onde resido há 30 anos, sem falar em mineração e em particular do carvão, não é falar de Criciúma.

Situada no sul de Santa Catarina, Criciúma deve à mineração de carvão a sua condição atual de cidade pólo regional. Não faltarão aqueles que dirão que o desenvolvimento da cidade se deveu também à indústria cerâmica, às confecções, ao plástico, tintas, à metalurgia, enfim todos os ramos que hoje vicejam na região e são dela marcas definitivas.

Mas o início foi o carvão. Nada como uma boa guerrinha, como diria George Bush, para a gente dar uma alavancada na atividade que nos interessa. No caso dos Bush, a indústria bélica, no caso de Criciúma, o carvão. Nada a ver um caso com o outro, mas foram às necessidades do após guerra que deram a importância necessária à mineração de carvão de SC, para que ela emergisse com uma força tal, que tornaria Criciúma um centro atrativo para que todo tipo de indústria fosse implantado e, principalmente, desse certo. Se alguém quiser saber direitinho como essa história aconteceu, consultem Ayser Guidi e Mário Belolli, historiadores competentes e isentos.

O que me leva a escrever esse texto é a vontade de discutir os reflexos dessa atividade (mineração de carvão) na região. Temos de um lado o desenvolvimento experimentado, que trouxe e traz oportunidades de emprego, necessidade de diversificação da indústria local para atender às demandas da mineração (que são as maiores quando comparadas com outras atividades), enfim, geração de renda para as pessoas, empresas e estado. Do outro lado, a questão ambiental. Poluição das águas atacadas pela decomposição da pirita contida no carvão, poluição do ar devida aos resíduos da auto combustão da tal pirita e poluição devida as outras fontes de poluição comuns a quaisquer conglomerados urbanos e rurais, essas tentando usar o carvão como tapete para não assumir sua parcela de responsabilidade na questão.

Também é importante discutir a questão ambiental deflagrada nos últimos anos, principalmente, se não exclusivamente, devida a atuação do Ministério Público Federal e Estadual, que trouxe consigo benefícios reais para a comunidade de um modo geral, mas trouxe também, na onda, pessoas e instituições oportunistas que surgem de repente, carregadas de títulos, dissertações e teses, contribuindo muito pouco ou nada para o encaminhamento das soluções necessárias ao mundo real. Menos mal que no meio disso existem aquelas instituições e pessoas que contribuem com pesquisas e ações realmente comprometidas com o equacionamento dos problemas e a apresentação de caminhos eficazes e, principalmente, viáveis tecnicamente e economicamente.

O mais engraçado, se não fosse triste, é escutar o discurso ambientalista, invariavelmente desprovido de qualquer fundamentação científica ou ao menos lógica, daqueles mais antigos, que conviveram plácida e pacificamente com a impetração do dano ambiental ao longo dos mais de cem anos de mineração de carvão em Criciúma e região e que agora se insurgem, rasgando as vestes e jogando cinzas sobre suas cabeças, não porquê ambientalistas, mas porquê conveniente.

Published in: on março 22, 2009 at 21:56  Comments (2)  
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Cheguei.

Vamos falar de coisas que nos enervam e coisam que nos deixam satisfeitos.

Sempre a ver com engenharia.

pribbenow1

Published in: on março 19, 2009 at 16:41  Comments (3)  
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